Embora seja rara em felinos, a Raiva é uma zoonose que também atinge esta espécie. Recentemente, um gato doméstico, no município de Itaú de Minas, região sul do estado, foi diagnosticado com a doença, que o levou à óbito. O animal não havia sido vacinado. Assim, o CRMV-MG orienta aos tutores que procurem um médico-veterinário para vacinar seus gatos contra a raiva, e, em casos de suspeita da doença, que procurem um profissional imediatamente.

Causada por um vírus do gênero Lyssavirus, a Raiva é uma zoonose que afeta diversas espécies, como gatos, cachorros, morcegos e até mesmo o ser humano. A doença é contagiosa e pode ser transmitida principalmente através da saliva de um animal contaminado. Em gatos, o contato direto com outros animais infectados e suas práticas de caça favorecem a infecção. 

O tempo médio entre a infecção e o aparecimento da doença em um gato varia de três a 12 semanas, mas pode se estender por meses. O principal sintoma da Raiva é a agressividade dos animais, podendo apresentar também falta de apetite, hidrofobia, fotofobia, dilatação das pupilas, salivação espessa e excessiva. Estes sintomas se agravam em poucos dias, até a morte do animal. 

O principal fator de prevenção que torna rara a contaminação de felinos por Raiva é a vacinação. A imunização é gratuita e realizada anualmente pelas Secretarias de Saúde Municipais. Todos os gatos com mais de três meses de idade devem ser vacinados. É recomendado que médicos-veterinários e profissionais que lidem diretamente com animais também se vacinem contra a Raiva. 

Em caso de suspeita de Raiva em seu gato doméstico, procure um médico-veterinário imediatamente. Confirmada a contaminação, todos os animais próximos e que tiveram contato com o felino devem realizar um processo de quarentena para o risco de também estarem infectados. Em caso de mordida, contato com a saliva ou arranhão de um animal adoecido, procure atendimento médico.