A equoterapia é um método terapêutico e educacional que traz benefícios para o desenvolvimento motor e cognitivo de pessoas portadoras de deficiência e/ou necessidades especiais. Em 2019, foi sancionada a Lei nº 13.830/2019, que regulamenta a prática e inclui o médico-veterinário nas equipes multiprofissionais de equoterapeutas. O procedimento utiliza o cavalo em uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial dos pacientes.

Médico-veterinário com mais de 18 anos de experiência no preparo de equinos para as sessões equoterápicas, dr. Olegário Félix de Souza (CRMV-MG 6767) ressalta que é necessário um tratamento diferenciado aos cavalos utilizados nas atividades. “Os cavalos são montados por um período muito maior, como de até 6h ou 8h por dia, e geralmente são duas pessoas que montam na equoterapia. Por isso, requer um trabalho muito preciso em sua preparação. Afinal, é um risco grande em caso de queda, pois as pessoas que praticam geralmente têm problemas motores. Então temos que deixar ele bem bonitos, para serem atrativos e as crianças quererem, e ao mesmo tempo numa docilidade e mansidão, que não leve nenhum risco aos praticantes”, ressalta.

Dr. Olegário também detalha quais são os cuidados clínicos e nutricionais para com os equinos. Isso porque a marcha deve ser preciso, para não causar problemas de coluna nos praticantes, ou mesmo no próprio animal. “Primeiro, temos que ter um cavalo com profilaxia sanitária em dia, vacinas, ficar atento em relação às zoonoses pois são crianças. Não podemos ter os animais com dores, pois muda a movimentação do cavalo e isso prejudica os tratamentos de fisioterapia. Por isso, a gente faz uma revisão semanal nos cavalos, peso, andadura e pelos”, conta o médico-veterinário.

A atuação dos médicos-veterinários no processo é de extrema importância, pois eles são os profissionais da sanidade e do bem-estar dos animais. Equinos ficam preparados para proporcionarem uma experiência agradável e um tratamento diferenciado para crianças portadoras de algum tipo de deficiência motora ou cognitiva.