Além da fiscalização e da educação continuada, a valorização profissional é um dos principais preceitos do CRMV-MG. Neste mês de setembro, em comemoração ao Dia do Médico-Veterinário, o Conselho promove uma campanha midiática, enfatizando a importância dos profissionais para garantir a qualidade dos produtos de origem animal. As peças são divulgadas em veículos de comunicação de diferentes regiões do estado de Minas Gerais, no intuito de mostrar à sociedade a relevância deste profissional para a saúde de toda a população.

Ciente do novo panorama comunicacional contemporâneo, o CRMV-MG realiza em 2019 a campanha em portais de notícia online, enquanto nos anos anteriores, a divulgação era realizada em jornais impressos. A campanha do CRMV-MG é veiculada em portais de notícias, emissoras de rádio e revistas. As divulgações são realizadas em municípios como Varginha, Passos, Uberaba, Uberlândia, Governador Valadares, Montes Claros, Ipatinga, Juiz de Fora, Teófilo Otoni, além da capital Belo Horizonte.

“O papel do médico-veterinário se estende desde o campo até a mesa do consumidor. Esse profissional exerce dupla responsabilidade: a vigilância epidemiológica da segurança dos animais e a garantia da segurança dos produtos de sua origem. A educação e o treinamento do médico-veterinário, que inclui conhecimentos em sanidade animal, epidemiologia, microbiologia de alimentos, farmacologia, ecologia, entre outros, torna-os profissionais unicamente capacitados para desempenhar papel central na garantia da segurança dos produtos de origem animal”, enfatiza a médica-veterinária Barbara Silveira Costa, que compõe a Comissão de Inspeção de Alimentos do CRMV-MG.

Os profissionais atuam em duas frentes: promovendo a segurança dos alimentos de origem animal, na medida em que exercem a Responsabilidade Técnica em indústrias e em estabelecimentos varejistas que os comercializam; bem como na fiscalização, inspecionando os produtos, e assegurando que, somente chegue à mesa dos consumidores, aqueles que não contenham risco sanitário. Segundo a Organização Mundial da Saúde Animal, 60% das doenças infecciosas humanas são transmitidas por animais, e 75% das enfermidades emergentes humanas são de origem animal. Os dados evidenciam que a ingestão de alimentos não fiscalizados por médicos-veterinários, significa um grande risco à saúde de todos os consumidores.

Para além das ações preventivas com os alimentos, o trabalho dos médicos-veterinários garante a segurança destes alimentos em toda a cadeia. Isso porque, a prevenção das doenças nas fazendas, e nos criadouros, reflete diretamente no status sanitário do produto final que é destinado ao consumo humano. Apesar de outros profissionais exercerem a Responsabilidade Técnica em estabelecimentos varejistas que comercializam produtos de origem animal, somente os médicos-veterinários possuem os conhecimentos necessários para garantir a segurança destes alimentos. Sua formação acadêmica, e atuação nas fazendas, são fatores que os tornam os únicos profissionais que conhecem os animais, os alimentos que deles se originam, seus patógenos e status sanitários.