Ordenha mecânica

Produtor adota ordenha mecânica e ganha em produção e qualidade

O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio tem levado mais conhecimento e mudanças para produtores rurais da cidade de Coração de Jesus. Com cerca de um ano, os trabalhos do programa já estão fazendo diferença para a cadeia produtiva local. Um dos exemplos é o produtor Gilmar Moreira da Silva Junior, que passou a usar ordenhadeira mecânica após indicação do técnico de campo e, com isso, ganhou em produção e qualidade.

“Minha produção praticamente dobrou, chegando a cerca de 140 litros de leite por dia. Antes era uma média de seis horas de trabalho na ordenha manual por dia, o que causava alguns machucados na mão e um desgaste grande. Agora são duas ordenhas por dia, de aproximadamente 40 minutos cada”, contou o produtor.

A sugestão do uso da ordenha mecânica e do espaço para instalar os novos equipamentos foi do técnico Adriano Mendes Vasconcelos, que tem acompanhado a transformação dos métodos de trabalho do produtor. Ele lembra que, no início da assistência, Gilmar já demonstrava ânimo para crescer. “Ele tem animais com potencial e um volume de leite interessante, mas faltavam ajustes para melhorar a produção. Ele já tinha este local para tirar o leite que queria explorar. Então fiz a indicação da ordenha mecânica já instalada em um espaço com canalização e casa de tanque, para facilitar o trabalho”, explicou.

Essa mudança reflete em novas possibilidades de mercado. Gilmar, que desde a infância convive com a pecuária de leite e agora está à frente de uma das propriedades da família, atuava somente com a produção de queijos e, agora, já está iniciando a venda de leite para laticínios, pela primeira vez. Atualmente são oito vacas em lactação, e há um projeto para garantir novos animais para aumentar a produção. “Com a chegada do ATeG, passei a atuar em uma propriedade do meu avô, aplicando novos métodos de trabalho. Essa venda para o laticínio vai demandar ainda mais profissionalismo”, afirmou Gilmar.

Além da agilidade, a ordenha mecânica também vai garantir mais qualidade ao produto final. “Com este sistema, a vaca tem mais descanso, o que faz com que tenha mais tempo para se alimentar, de forma regular, até a próxima ordenha do dia. Quando existe uma demora neste processo, os animais passam a ter uma liberação hormonal, o que faz a vaca reter leite, por conta desse tempo do manuseio manual. Além disso, a ordenha mecânica reduz a contaminação, porque atua em um circuito fechado, onde o leite não fica exposto. Tudo que é produzido já cai em um reservatório fechado”, contou o técnico.

A propriedade de Gilmar tem sido, inclusive, referência para outros produtores da região. Recentemente, por meio do Sistema FAEMG, foi ministrado o curso de Ordenhadeira Mecânica aos participantes do ATeG no espaço que foi recém-inaugurado. Com tantas boas notícias chegando, o produtor não esconde a satisfação com a evolução do empreendimento rural.

“Esta é a primeira vez que tenho assistência. Antes o conhecimento era só da vivência na fazenda. Agora os novos conhecimentos ajudam bastante. Na rotina das vacas, por exemplo, passei a praticar horários certos para ordenhar e notei que isso gerou uma maior regularidade da quantidade de leite. Além disso, já implantei outras coisas dentro de um planejamento, como o plantio de capineira e silagem para segurar a alimentação dos animais no período da seca”, afirmou Gilmar.

Fonte: SENAR, FAEMG

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