Campanha de vacinação antirrábica tem como meta vacinar no mínimo 80% da população canina e felina na região central
Proteger cães, gatos e quem convive com eles. Esse é o objetivo da campanha de vacinação antirrábica. Com a meta de vacinar pelo menos 80% das populações canina e felina, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) iniciou em 1º de julho a campanha que ocorre até 30 de setembro em todo o estado. Na área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte, composta por 39 municípios da região central, foram disponibilizadas 730.000 doses da vacina antirrábica animal.
A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da SRS BH, Talita Chamone, esclarece que todos os municípios da área de abrangência da regional receberam seringas, agulhas e a doses de vacina contra raiva – insumos necessários para realização da campanha de vacinação antirrábica canina e felina. “A vacinação é muito importante e necessária para manter a doença sob controle e evitar a raiva nos cães e gatos e impedir que transmitam o vírus da raiva para os seres humanos”.
Nesse sentido, a médica veterinária e Assessora Técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais, Lorena Macedo, destaca a presença da raiva em mais de 150 países, sendo 95% dos casos na África e na Ásia. “Nesses países de maior incidência da doença, mais de 90% dos casos são devido às mordeduras de cães. Por causa da vacinação de animais domésticos no Brasil, essa estatística não ocorre no nosso país”.
Macedo aponta que a campanha de vacinação antirrábica no Brasil tem como meta 80% de cobertura, o que representa um percentual maior do que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para a assessora técnica, ter uma meta local maior é um bom indicativo de garantir o maior número possível de animais vacinados. “Apesar de a raiva ser uma doença totalmente evitável, cerca de 60.000 pessoas são vítimas da sua ira todos os anos. Vacinar os animais domésticos, especialmente cães e gatos, é de extrema importância para manter os animais saudáveis e, consequentemente, as pessoas seguras da doença”, esclarece.
O papel da comunicação é fundamental, de acordo com o médico veterinário e assessor técnico do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Messias Lobo. “O Conselho entende que a comunicação, associada às ações continuadas de educação em saúde, é de fundamental importância para que a sociedade possa ser esclarecida e ter uma melhor percepção do que são as zoonoses e venha a entender a importância da adoção de medidas preventivas”, destaca.
Lobo salienta que, segundo dados da OMS, mais de 60% das doenças infecciosas são zoonoses. “Diante desse dado, o que percebemos é que a sociedade possui pouca ou nenhuma informação sobre estas doenças. E a consequência disso é a baixa efetividade de muitas das ações de enfrentamento desse tipo de enfermidade”, analisa.
Fonte: Secretaria do Estado de Saúde
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