O campeão de Minas

O modo de fazer o Queijo Minas Artesanal agora é Patrimônio Imaterial da Humanidade

No dia 4 de dezembro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais tem a honra de noticiar que a Unesco acaba de reconhecer os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade!

A inscrição dos “Modos de fazer o Queijo Minas Artesanal” na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) foi oficializada durante a 19ª Sessão do Comitê Para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da UNESCO, realizada em Assunção, no Paraguai.

Ícone Mineiro

O Queijo Minas Artesanal é um dos maiores ícones da culinária de Minas Gerais, com raízes que remontam ao século XVIII. Sua origem está ligada à colonização das regiões montanhosas de Minas Gerais, especialmente nas áreas de produção de leite. Os métodos tradicionais de fabricação foram herdados dos portugueses, adaptados ao clima e aos recursos locais, resultando em um queijo único.

Produzido a partir de leite cru e utilizando fermento natural, o processo artesanal envolve maturação em prateleiras de madeira, o que contribui para seu sabor e textura característicos, e possui diferentes variedades regionais, como o Canastra, Serro e Araxá.

Após o reconhecimento, o Queijo Minas Artesanal se tornou o primeiro produto da cultura alimentar do Brasil a entrar na lista da Unesco, destacando a riqueza e a identidade mineira no cenário global. Este título não apenas reconhece a gastronomia, mas também valoriza a tradição e a dedicação de queijeiros, produtores e diversos profissionais, como médicos-veterinários e zootecnistas, que garantem a qualidade e a segurança desse produto único.

Palavra do Conselho

O Conselho conversou com o dr. Gilson de Assis, que participou da cerimônia em Assunção. Mestre e Doutor em Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal, com especialização em Agronegócio/Mercados e Fiscal Agropecuário do IMA desde 2008; além de conselheiro do CRMV-MG, conversou sobre a conquista, e entende a nomeação do Queijo Minas Artesanal como um marco para o produto secular:

“O Queijo Minas Artesanal é mais que um alimento, é uma tradição cultural, que reflete a identidade de um povo e de uma região. O título permite manter preservado o modo de produção do Queijo Minas Artesanal e irá valorizar ainda mais o trabalho dedicado de queijeiros, produtores e entidades parceiras”

De acordo com o dr. Gilson, o reconhecimento desse produto como patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO, destaca não apenas sua relevância gastronômica, mas também a importância do trabalho de vários profissionais envolvidos na sua produção, como os médicos-veterinários e o zootecnistas: “Os médicos-veterinários e zootecnistas tem contribuído de forma expressiva para a segurança desse queijo, de forma, que o conhecimento desses profissionais é fundamental para garantir a sanidade dos animais, na orientação das boas práticas de produção e na inspeção”.

“Este momento não é apenas uma celebração, mas também uma forma de manter viva essa rica tradição mineira”, complementou o conselheiro do CRMV-MG.

É com imensa satisfação e orgulho que o CRMV-MG anuncia que a tradição mineira e o trabalho dos envolvidos neste processo estão oficialmente imortalizados para o brasil e o mundo!

Assessoria de Comunicação do CRMV-MG

 

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