Exercício Ilegal

Justiça condena falso médico-veterinário a 14 anos de prisão no Triângulo Mineiro

A Justiça de Minas Gerais condenou um estudante que atuava ilegalmente como médico-veterinário a mais de 14 anos de prisão em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O acusado acumulava denúncias por exercício ilegal da profissão, maus-tratos a animais, fraudes contra consumidores e outros crimes. A decisão foi divulgada nesta semana e reconhece a atuação sistemática do réu, que exercia a profissão sem formação concluída e sem registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG).

Conforme divulgado na sentença, o réu foi condenado a 11 anos e 9 meses de reclusão, mais de 3 anos e seis meses de detenção e quatro meses de prisão simples, além de multas e indenizações às vítimas. A Justiça também determinou que ele não poderá recorrer em liberdade.

Atuação do CRMV-MG

As primeiras informações sobre a atuação irregular chegaram ao CRMV-MG a partir de diversas denúncias registradas na Ouvidoria da autarquia, relatando a prestação de serviços veterinários por um indivíduo sem formação concluída e sem registro profissional.

Diante dos indícios, o Conselho encaminhou a denúncia à Polícia Civil, solicitando a apuração dos fatos, uma vez que o exercício ilegal da profissão configura contravenção penal, conforme o artigo 47 do Decreto-Lei nº 3.688/1941.

Paralelamente, o CRMV-MG comunicou a Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba, considerando que os fatos teriam ocorrido em estabelecimento em funcionamento, reforçando a necessidade de verificação das condições sanitárias e do cumprimento da legislação vigente.

No contexto das apurações, o CRMV-MG também participou de ação de fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), evidenciando a atuação integrada entre os órgãos de controle.

Investigação

As autoridades policiais deram continuidade às apurações, que revelaram um esquema reiterado de atendimentos irregulares a animais, com cobrança por serviços e uso indevido de estruturas e credenciais para simular atuação profissional.

Segundo apurado, o homem realizava consultas, prescrevia medicamentos e solicitava exames, mesmo sem habilitação legal para o exercício da profissão. Em alguns casos, utilizava inclusive o número de registro de um médico-veterinário regularmente inscrito no CRMV-MG para conferir aparência de legalidade aos atendimentos.

Condenação

A sentença, proferida pela Justiça em Uberaba, fixou pena total superior a 14 anos de reclusão, além de multas e indenizações às vítimas. O juiz responsável destacou a gravidade das condutas, a repetição dos crimes e o risco à coletividade como fatores determinantes para a condenação e manutenção da prisão.

Além dos maus-tratos, o réu foi condenado por estelionato, exercício ilegal da profissão, crimes contra as relações de consumo, ameaça, perseguição e descumprimento de decisão judicial.

Alerta à sociedade

O CRMV-MG reforça que o exercício da Medicina Veterinária é uma atividade regulamentada, que exige formação superior e registro ativo no Conselho profissional. A atuação de pessoas não habilitadas representa risco direto à saúde e ao bem-estar dos animais, além de prejuízos aos responsáveis e à sociedade.

O CRMV-MG orienta a população a sempre verificar se o profissional possui registro ativo no Conselho antes de contratar serviços veterinários.

Em caso de suspeita de irregularidades, denúncias podem ser feitas pela Ouvidoria da entidade, no portal do CRMV-MG, contribuindo para a proteção da sociedade e o bem estar dos animais.

Assessoria de Comunicação do CRMV-MG

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